27
Nov
09

Reflexo do mar

Imagem de Búzios, lugar onde eu estarei logo logo. Vocês têm dúvidas se eu não vou me emocionar?

Eu acho que já falei dele aqui. Mas, vou repetir e possivelmente confessar uma paixão.

Afinal de contas, os dias estão se aproximando e a ansiedade passou a ser meu segundo nome. E não é só isso, já que as expectativas fervem dentro de mim.

Eu espero há tanto tempo nosso encontro que custo acreditar – mas acredito – que ele se aproxima. E lá vou eu, conhecê-lo e desafiá-lo, talvez.

Porém, desafios no primeiro encontro podem soar como uma certa ousadia da minha parte e posso correr riscos. Por enquanto, acho melhor então apenas ficar com o intuito de desvendá-lo com as minhas observações, os meus olhares e os meus sentidos.

Constatar que o seu azul é o mais belo dos tons. Notar que às vezes, nem sempre do azul você predomina e, que oras sua imagem é um reflexo: do sol, da lua, das nuvens, dos pássaros, das montanhas, dos peixes e até do meu rosto.

Quando eu o ver, já descobri o que eu mais desejo: “Quero poder me enxergar!”.

Se criar coragem, deixarei que as minhas pernas sejam “porta voz” dessa emoção e contempladas pelas vibrações reproduzirei um pequeno MAR em minha face. Detalhe: só não esqueças que será de emoção por vê-lo…

Irinéa Donizete

11
Nov
09

Canções que tocam meu coração – parte 5

Essa não somente toca meu coração, como também mexe com meu EGO!

Adoro a coreografia e o jeito que ela canta. Beyoncé é minha diva inspiradora para o pecado. Confesso!

 

Irinéa Donizete

11
Nov
09

Eu acredito também no poder da sorte

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Fé, perseverança, deterninação e uma pitada de sorte como aliadas para as futuras vitórias

Que bom que os dias não são iguais.

Hoje mesmo acordei diferente. Com vontade de mexer algumas peças da minha vida e claro, se a sorte estiver do meu lado, ganhar algumas partidas. Tenho essa consciência pq cheguei à conclusão que para se ganhar algumas coisas na vida, infelizmente, é preciso abrir mão de outras. Nossa, e como dói essa parte!

No entanto, nada é definitivo nessa vida. Hoje você perde e em uma próxima rodada você pode recuperar tudo que deseja.  EU ACREDITO! A sorte está lançada, eu vou apostar e Deus está comigo!

Irinéa Donizete

09
Nov
09

Se eu te quiser

Enquanto escutava o barulhinho dos pingos da chuva no telhado, mais uma vez Monique idealizou outra fantasia. O que mais a frustrava, era dormir com vontade e cheia de desejo por não ter realizado algo. Nessa noite, a madrugada lhe trouxe inspiração e algo tomou forma em seus pensamentos.

O desejo ditava a seqüência e a vontade impulsionava a coragem. Tudo seria nas primeiras horas da manhã.

Assim que o despertador registrou 6h30, seu plano entrou em ação. Abriu o guarda-roupas, pegou a peça que mais valorizava sua silhueta, ingeriu um copo de leite e saiu com destino à academia.

Quando chegou, seu flerte, o jovem professor de musculação, chamado Arthur a cumprimentou como todos os dias. Ao contrário de todas às manhãs, ela retribuiu a saudação de uma forma diferente: um largo sorriso no rosto, que o deixou até sem graça. Claro, que isso já fazia parte do seu plano, porque a proposta era que o treino terminasse diferente. E terminou.

Em um momento estratégico, onde os alunos já começavam a esvaziar a academia, ela foi sutilmente lhe mandando sinais: sempre olhos nos olhos, conversas mais próximas em um tom voz que mais pareciam sussurros maliciosos. Monique não precisou gesticular muito, Arthur “transpirava” malícia e logo entendeu, o que a jovem queria.

Assim que ela entrou no vestiário, fez do banheiro da academia uma sauna improvisada. Ao entrar, o professor avistou a safadinha toda nua, molhadinha e pronta para o ato.

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Arthur não teve dúvidas. Trancou o banheiro e foi se aproximando. Para trás, ficavam suas roupas e quatro alunos que jamais poderiam imaginar o que aconteceria atrás daquela porta.

Quando seus corpos ficaram bem próximos, Monique sussurrou no ouvido de Arthur: “Te quero agora!”. Ele retribui a beijando intensamente. Os afagos cresciam conforme seus corpos se encaixavam. Arthur mostrou a Monique a compensação de suas horas de malhação. Forte, ele a segurava da maneira como bem entendesse e, quanto mais ela pedia, mais ele tinha forças para lhe dar tudo. Quando se pressionavam no azulejo, o frio da parede equilibrava a temperatura corporal que já ultrapassava dos 40 graus.

Delírios, gemidos, mordidas, suor e muito desejo. Tudo se encaixava. A boca dele em seu seio, as mãos deslizando freneticamente pelo corpo, a língua degustando cada centímetro da pele e a sensação de momento eterno obtido em poucos minutos.

Cansados, quanto tudo terminou ela logo foi se vestindo. Não trocaram uma palavra, ou melhor, uma conversa diferente do contexto. Arthur anestesiado pela situação e Monique com a sensação de ter suprido seu desejo.

Na hora que ela ia saindo de cena, o professor a segurou pelo braço e perguntou: “Quando vou tê-la novamente?”.

Com um sorriso irônico no rosto ela respondeu: “Só quando eu quiser!”.

(logo…continuação)

*Qualquer semelhança, é mera coincidência, ou não…

Irinéa Donizete

05
Nov
09

Que música eu sou?

Meu amigo Isaac estava muito inspirado em uma dessas noites quando nos encontramos no msn. Estava escrevendo meu texto de apresentação da formatura e pensando na trilha que acompanharia esse texto. Foi quando eu fiz a ele a seguinte pergunta: “Que música eu sou?”. Então, ele me respondeu assim…Às vezes, a tela do meu computador me apresenta surpresasIsaac Soul Feel diz:
*eu vejo vc como uma mpb
*com conteúdo, exclusiva
*mas mpb contemporanea
*com pitadas de modernismo
*e swing
*vc transita pelo sambarock (não o pagodão)
Irinéa Donizete diz:
*hummmm…
*que show
Isaac Soul Feel diz:
*vc tem letra, melodia, ritmo e malemolencia
*acho digno

Ninguém nunca tinha pensado em mim assim, pelo menos nunca falaram diretamente. Gostei da descrição e o modo poético com que ele contextualizou minha personalidade. Conclusão: ainda não sei qual a música do meu depoimento, mas depois dessa descrição vai ficar mais fácil…

*Te adoro neguinho! ;-)

Irinéa Donizete

 

20
Out
09

Turbinada on-line

Ela encontrou nos braços de dois desconhecidos o calor que estava em falta no seu relacionamento

Ela encontrou nos braços de dois desconhecidos o calor que estava em falta no seu relacionamento

Aos 20 anos, Monique descobriu que a Internet é uma ferramenta surpreendente e mais, que poderia ser a porta para amenizar os seus problemas. Na verdade, o mundo virtual lhe ofereceu a chance de se redescobrir e ter sensações quase apagadas interiormente.

Após cinco anos de namoro, os dias calientes ficaram monótonos. Foi aí que a moça resolveu fazer uma loucura.

Depois de passar algumas noites visitando salas de bate-papo, em um dia só a jovem conheceu dois homens interessantes. Cada um com o seu feeling especial a  convenceu de ter um encontro.

Sem pudores, pensou logo em combinar algo a três, mas sem  coragem, ficou só na imaginação. Cada um em seu horário, a maratona iniciara pela manhã, já que os papos rolaram de madrugada.

Era 9h30, em uma terça-feira ensolarada, Monique teve uma das transas mais loucas de sua vida. O cara era muito forte, a pressionava tanto na parede do quarto que a sensação era de ter se tornado um quadro. Quando o relógio registrou 16h, a bela estava nos braços do outro que havia conhecido. O jeitinho tímido dele a levou crer que não iria virar nada. Puro engano. O moço era intenso nas carícias. Se o seu corpo fosse um alfabeto, com certeza todas as letras haviam sido encontradas.

Renovada, depois de um dia intenso de novas experiências, às 22h lá estava ela, revigorada, e pronta para proporcionar mais prazer ao seu  amor. E o melhor…sem culpa nenhuma!

*Qualquer semelhança és mera coincidência, afinal…as histórias se repetem…

Irinéa Donizete

23
Set
09

Os sonhos são mais bonitos…

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“O sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar”

E para quê acordar?

Se o mundo que se apresenta diante dos meus olhos é o que eu não queria estar.

Na minha cama, tenho pensamentos sem regras, atitudes que faz sentido só a mim e, por isso, bastam. Lá, me aquece. Lá, sinto calor. Lá, eu retorno e curo a minha dor.

Quando busco por claridade, abro a janela. Se me canso do brilho, fecho-a para esperar o frescor do anoitecer, acompanhado da delicadeza das estrelas.

Consigo nutrir-me de esperança, organizar minhas idéias, anseios e sonhos. Cada um organizado em seu lugar surge em cena no momento certo. Todos seguem um compasso. De repente, vira uma festa, em mim.

Sem medo, ouso a olhar mais de perto como é a queda d’água do alto de uma cachoeira.

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Leve, faça um voo e percorro os lugares que jamais pensei estar. Meus traumas desaparecem. Fico livre das algemas e dos pesos da vida fora da minha cama, longe dos meus sonhos e do meu fiel travesseiro surrado.

Meus lábios não ficam contidos. Beijo e sou beijada. Mordo e sou mordida. E claro, garanto algumas escandalosas risadas.

Compensa acordar?

Levantar cansada e sair de casa com alguém aos berros dizendo que você vai perder a hora. Escutar, ao invés de um bom dia singelo, o som das freadas dos veículos no trânsito e, cinco das primeiras seis pessoas que encontrar na rua, esbarrar em você e nem ao menos se desculpar.

Quem disse que viver é fácil?

Passar metade do dia com cobranças, mentiras, invejas e falsidades. Na metade da noite, quando as coisas teriam que melhorar, aprendo uma tonelada de teorias impraticáveis.

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E quando termina?

Ela está lá, a me esperar. Em um quarto pequeno, abafado, porém, aconchegante. Para mais uma madrugada onde grudada ao meu travesseiro almejo tudo que eu queria ser e não sou, tudo que eu desejei ter feito e não fiz e tudo que eu pretendo fazer assim que o sol surgir.

Silêncio… vou dormir mais um pouco. Me deseje bons sonhos.

Irinéa Donizete

17
Set
09

Saudades de uma amiga (é fato)

dessa e eu
Neinha e Dessa: nos bons e velhos tempos

No total, 20 anos se passaram desde o dia em que nos conhecemos. Recordo-me como se fosse agora. Você se aproximou aos pouquinhos, puxando uma conversa aparentemente boba na hora do recreio e me ofereceu um pedaço do seu lanche. Não que você tenha me conquistado pela fome ou pelo papo, mas foi o fato mais marcante dos primeiros minutos do que seria a nossa amizade. 

Com o tempo, meu trajeto só era completo se houvesse você ao meu lado para ouvir minhas piadas ruins, falar das novelas e claro, te confessar sobre as minhas novas paixões, desilusões, amores, desamores, enfim, tarefas dadas somente a melhor amiga.

Além das manhãs e das tardes, as noites também começaram a fazer parte da nossa rotina. Foi aí que tudo se intensificou e com certeza formulamos a melhor parte da nossa história.

 Você, mais do que eu até, sabe que não é exagero nenhum falar que vivemos o melhor de nossas vidas (pelo menos foi o que eu senti).

Anoitecer e amanhecer driblando as aventuras da vida ao seu lado é impagável da minha memória.

 Nesse período, muita coisa, gente e situações mudaram. Muitas amigas se casaram, algumas tiveram filhos, uma virou freira, três ou quatro se perderam no mundo, duas não gostam dos opostos, as desiludidas ou mal resolvidas se converteram à uma religião, uma minoria ainda continua os estudos, nosso manequim aumentou (gula), os cabelos foram quimicamente transformados, as ideias e ideais são outras e acompanham, ou não, a evolução dos novos tempos. E no que isso se reflete? Infelizmente, em tudo, ou quase tudo. 

O clichê, “nada será como antes”, tristemente faz parte da nossa história.

Insisto em dizer nossa, porque eu e você distante, uma da outra, fizemos a vida ficar sem cor, sem graça, sem motivos para darmos nossas grandes risadas de tudo e de todos. Antes parecia até que a afirmação “ser feliz”, de fato, fazia toda a diferença. Era sentida com a intensidade da proposta da afirmação.  

 Infelizmente, mais uma vez, sacramentaram nosso fim. Interromperam algo que planejamos, pelo menos eu planejei, que seria para vida toda, para todas as gerações que criássemos. E o que aconteceu com a gente?

Acenderam as luzes e acabaram com a nossa festa, literalmente.

 Irinéa Donizete

18
Ago
09

Presença inconveniente

 “Qual o segredo da felicidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Qual o sentido da realidade?
Será preciso ficar só pra se viver?”

                                 Kid Abelha

sozinha2

Na calada da noite, ou até mesmo antes dela surgir, ela aparece.

Sutil como de costume, mas a cada dia mais intensa.

A força com que se aproxima chega a assustar. No entanto, não chega a ser suficiente para impedir.

Nesse momento, eu me perco.

As forças não surgem como eu gostaria e (in) consciente, peço que não se aproxime.

Só por hoje, eu quero ousar a querer não te sentir.

Peço que seja assim por enquanto, até que chegue um momento que você não faça mais parte de mim.  

Cansei do seu jeito avassaladora.

Relação perigosa, freqüente, intensa e envolvente.

Me consome sem permissão, muitas vezes até, sem a percepção que deveria para ter tempo de reação.

As horas passam… e o tic-tac do relógio é torturante.

Fecho e abro os olhos e sinto, sem querer, que você ainda não foi embora.

Fecho e abro os olhos novamente e nada mudou.

O sol nasce e o convite para um dia feliz é anulado.  Sabe por quê?

Você não foi embora como nos outros dias. E como previsto, não reajo.

Agora sua sina é me acompanhar, sem deixar brechas para outras sensações, que não sejam a sua: a tristeza.

Me pergunto; Como eu vou lutar contra essa sentença?

De imediato, a resposta não surge.

Fui condenada.

 

Irinéa Donizete

18
Ago
09

canção que toca meu coração – parte 4

Grand’ Hotel

Kid Abelha

Composição: George Israel / Paula Toller / Lui Farias

Se a gente não tivesse feito tanta coisa,
Se não tivesse dito tanta coisa,
Se não tivesse inventado tanto
Podia ter vivido um amor Grand’ Hotel.

Se a gente não dissesse tudo tão depressa,
Se não fizesse tudo tão depressa,
Se não tivesse exagerado a dose,
Podia ter vivido um grande amor.

Um dia um caminhão atropelou a paixão
Sem teus carinhos e tua atenção
O nosso amor se transformou em “Bom Dia”…

Qual o segredo da felicidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Qual o sentido da realidade?
Será preciso ficar só pra se viver?

Se a gente não dissesse tudo tão depressa,
Se não fizesse tudo tão depressa,
Se não tivesse exagerado a dose,
Podia ter vivido um grande amor.

Um dia um caminhão atropelou a paixão
Sem teus carinhos e tua atenção
O nosso amor se transformou em “Bom Dia”…

Qual o segredo da felicidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Qual o sentido da realidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Só pra se viver.

Ficar só
Só pra se viver…
Ficar só
Só pra se viver.