Enquanto escutava o barulhinho dos pingos da chuva no telhado, mais uma vez Monique idealizou outra fantasia. O que mais a frustrava, era dormir com vontade e cheia de desejo por não ter realizado algo. Nessa noite, a madrugada lhe trouxe inspiração e algo tomou forma em seus pensamentos.
O desejo ditava a seqüência e a vontade impulsionava a coragem. Tudo seria nas primeiras horas da manhã.
Assim que o despertador registrou 6h30, seu plano entrou em ação. Abriu o guarda-roupas, pegou a peça que mais valorizava sua silhueta, ingeriu um copo de leite e saiu com destino à academia.
Quando chegou, seu flerte, o jovem professor de musculação, chamado Arthur a cumprimentou como todos os dias. Ao contrário de todas às manhãs, ela retribuiu a saudação de uma forma diferente: um largo sorriso no rosto, que o deixou até sem graça. Claro, que isso já fazia parte do seu plano, porque a proposta era que o treino terminasse diferente. E terminou.
Em um momento estratégico, onde os alunos já começavam a esvaziar a academia, ela foi sutilmente lhe mandando sinais: sempre olhos nos olhos, conversas mais próximas em um tom voz que mais pareciam sussurros maliciosos. Monique não precisou gesticular muito, Arthur “transpirava” malícia e logo entendeu, o que a jovem queria.
Assim que ela entrou no vestiário, fez do banheiro da academia uma sauna improvisada. Ao entrar, o professor avistou a safadinha toda nua, molhadinha e pronta para o ato.

Arthur não teve dúvidas. Trancou o banheiro e foi se aproximando. Para trás, ficavam suas roupas e quatro alunos que jamais poderiam imaginar o que aconteceria atrás daquela porta.
Quando seus corpos ficaram bem próximos, Monique sussurrou no ouvido de Arthur: “Te quero agora!”. Ele retribui a beijando intensamente. Os afagos cresciam conforme seus corpos se encaixavam. Arthur mostrou a Monique a compensação de suas horas de malhação. Forte, ele a segurava da maneira como bem entendesse e, quanto mais ela pedia, mais ele tinha forças para lhe dar tudo. Quando se pressionavam no azulejo, o frio da parede equilibrava a temperatura corporal que já ultrapassava dos 40 graus.
Delírios, gemidos, mordidas, suor e muito desejo. Tudo se encaixava. A boca dele em seu seio, as mãos deslizando freneticamente pelo corpo, a língua degustando cada centímetro da pele e a sensação de momento eterno obtido em poucos minutos.
Cansados, quanto tudo terminou ela logo foi se vestindo. Não trocaram uma palavra, ou melhor, uma conversa diferente do contexto. Arthur anestesiado pela situação e Monique com a sensação de ter suprido seu desejo.
Na hora que ela ia saindo de cena, o professor a segurou pelo braço e perguntou: “Quando vou tê-la novamente?”.
Com um sorriso irônico no rosto ela respondeu: “Só quando eu quiser!”.
(logo…continuação)
*Qualquer semelhança, é mera coincidência, ou não…
Irinéa Donizete